Agricultores mineiros adotaram novo sistema para melhorar o manejo e a produção de morangos

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Foto: Governo do Estado de Minas Gerais

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Minas Gerais, 10/06/2014 – A criatividade é a principal aliada dos irmãos Gilberto e Fábio Almeida, quando o assunto é produção de morangos. Depois de tentarem cultivo de morangos pelo método tradicional e não obterem bons resultados, eles investiram no sistema alternativo conhecido como soilless. Não satisfeitos ainda, os irmãos fizeram adaptações, como a utilização de calhas de isopor. Com as mudanças, eles conseguiram melhorar as condições de trabalho e o desempenho da lavoura.

Foto: Governo do Estado de Minas Gerais

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Os irmãos Gilberto e Fábio Almeida começaram a produção de morango com o cultivo tradicional, sistema em que as plantas ficam no chão, em túneis baixos, e desprotegidas das ações do clima. Mas eles não ficaram satisfeitos com os resultados. Entre os principais problemas apontados por Gilberto e Fábio estão a necessidade de usar agrotóxicos, prejuízos para a postura do trabalhador, o tempo gasto em abrir e fechar os túneis baixos, custo de manutenção dos canteiros e o baixo aproveitamento de material ao renovar o plantio.

Foto: Governo do Estado de Minas Gerais

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Com isso, eles adotaram o sistema soilless. Por esse método, o morango é cultivado numa estufa, que protege as plantas das ações climáticas. As mudas são plantadas nos slabs (sacos plásticos também conhecidos como travesseiros). Os slabs são preenchidos com substrato para receberem as mudas e furados para que as plantas possam se desenvolver. Os slabs são colocados em bancadas para que as mudas fiquem suspensas e não tenham contato com chão.

Foto: Governo do Estado de Minas Gerais

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Os irmãos adotaram o sistema soilless após pesquisarem sobre o assunto e verificarem a viabilidade do método com a equipe do escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), no município de Antônio Carlos. A mudança contribuiu para solucionar os problemas citados acima pelos produtores. Por exemplo, o controle de pragas passou a ser feito sem o uso de agrotóxicos. Outro benefício é que as pessoas que cuidam do manejo da lavoura de morango, agora, trabalham em pé. “Saltamos de 5 mil plantas por trabalhador para algo em torno de 12 mil, pois trabalhamos em pé e fazemos a colheita com carrinhos”, relata Gilberto Almeida.