Delegado espera que jovem preso indique segundo suspeito de ataque a bomba que feriu cinegrafista no Rio de Janeiro

Foto: Edson Lopes Jr./ GESP
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Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

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Rio de Janeiro- RJ, 09/02/2014- O delegado titular da 17ª Delegacia Policial de São Cristóvão, Maurício Luciano, aguarda para qualquer momento a adesão do jovem universitário Fábio Raposo (foto), ao instituto da delação premiada.

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

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Rio de Janeiro- RJ, 09/02/2014- O advogado de Fábio Raposo, Jonas Tadeu Nunes, disse hoje (9), na 17ª Delegacia de Polícia de São Cristóvão, que está tentando convencer seu cliente para aderir ao instituto da delação premiada. “Ele está um pouco relutante”, disse. Nunes disse que tentará uma solução para revogar a prisão do jovem universitário de 22 anos que ocorreu hoje pela manhã, na casa dos pais, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio.

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Rio de Janeiro- RJ, 09/02/2014- Fábio, de 22 anos, foi preso na manhã de hoje (9) na casa dos pais, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Ele foi indiciado como coautor do atentado que feriu no último dia 6, na Central do Brasil, o cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes de Televisão, durante manifestação popular contra o aumento da passagem de ônibus.

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

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Rio de Janeiro- RJ, 09/02/2014- Luciano disse, em entrevista coletiva no início da tarde, que o rapaz está sendo convencido pelo advogado Jonas Tadeu Nunes e pela própria polícia a colaborar com as investigações. “Está entre ele e o advogado. Estão decidindo o que é melhor para a situação do Fábio”. O delegado explicou que a delação consiste em Fábio admitir que conhece o principal suspeito de ter acionado a bomba que feriu o cinegrafista e dar meios para a sua identificação.

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

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Rio de Janeiro- RJ, 09/02/2014- Luciano informou que a delação premiada poderá contribuir, mais à frente, para que  a prisão possa ser revogada, de acordo com critério da Justiça, podendo levar também a uma redução da pena. Ele explicou que a prisão decorreu da necessidade de uma custódia cautelar. “Se o juiz entender, mais à frente, que essa prisão não é necessária, ele pode revogar”. Hoje, por enquanto, ele permanecerá preso e deve ser encaminhado a uma unidade do sistema prisional do estado. O mandado de prisão é  temporário, pelo período de 30 dias, prorrogáveis por mais 30.

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

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Rio de Janeiro- RJ, 09/02/2014- Logo após a detenção do jovem, o delegado fez uma busca na residência dele, no Méier, zona norte da cidade, onde apreendeu as roupas que Fábio usava por ocasião da manifestação popular – uma bermuda preta e uma camiseta cinza, além de vários celulares. No local, um vizinho disse ter visto Fábio pichar no playground o nome do grupo black bloc, além de uma frase ofensiva à polícia.

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

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Rio de Janeiro- RJ, 09/02/2014- Caso fique comprovado que Fábio Raposo pertence a qualquer organização, como os black bloc, ele irá responder por mais um crime, além de tentativa de homicídio qualificado e crime de explosão. “Se ele integrar essa organização e a gente verificar que ele já praticou outros atos de maneira estável e duradoura, associado a outras pessoas, ele poderá ser indiciado no crime de organização criminosa”, informou Luciano (foto). O delegado acrescentou que isso aumentará a pena de Fábio Raposo. A pena para o crime de organização criminosa é até cinco ou seis anos.