Em Santarém, o rio Tapajós ultrapassa 8 metros e deixa oeste do Pará sob alerta

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Foto: Alailson Muniz/ Agência Pará

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Santarém- PA, 14/05/2014- O Rio Tapajós, no oeste do Pará, já ultrapassou a marca de 8 metros. Na terça-feira (13), a régua da Agência Nacional de Águas (ANA), que fica no porto da Companhia Docas do Pará (CDP) e monitora o nível da água, marcou 8,6 m. Todos os municípios do oeste paraense banhados pelo Tapajós estão em estado de alerta. Quatro já decretaram estado de emergência – Óbidos, Alenquer, Aveiro e Almeirim. A Defesa Civil Estadual continua monitorando na região a subida dos rios Tapajós e Amazonas, e de seus afluentes, além de ajudar os ribeirinhos, em parceria com as prefeituras.

Foto: Alailson Muniz/ Agência Pará

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Santarém- PA, 14/05/2014- Nesta semana, uma equipe da Defesa Civil Estadual, com a ajuda do Grupamento Aéreo (Graesp), sobrevoou as regiões mais afetadas pelas cheias no oeste paraense. “Um trabalho que vai ajudar no planejamento da ajuda e no desenvolvimento das nossas ações”, explicou o sargento Riler Silva, membro do núcleo regional da Defesa Civil Estadual em Santarém. O município de Santarém está com grande parte de sua orla alagada, assim como Óbidos, Alenquer, Aveiro e Curuá. As cheias afetaram o trânsito e o comércio pelo fato de a cidade estar à margem do rio e “já possuir um histórico de alagamentos”, disse Riler Silva. Em 2009, quando ocorreu a maior cheia do Tapajós já registrada na história de Santarém, o rio atingiu a marca de 8,26 m, – 20 centímetros acima da marca registrada nesta quarta-feira (14). Naquele ano, choveu durante todo o mês de maio, e o rio alcançou a marca histórica de 8,31 m no dia 30. Em 2014, as chuvas têm sido intercaladas.

Foto: Alailson Muniz/ Agência Pará

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Santarém- PA, 14/05/2014- “As informações meteorológicas que temos é de que neste mês de maio terá chuvas abaixo do índice de 2009, mas não podemos afirmar que os rios manterão seus níveis baixos”, informou o sargento Riler. Em Alenquer, a frente da cidade está inundada. Pontes de madeira possibilitam o acesso dos moradores as suas casas. Muitos moradores tiveram que abandonar suas casas. O núcleo regional da Defesa Civil Estadual capacitou e ajudou a instalar núcleos da Defesa Civil nas cidades sob sua área de jurisdição. O planejamento para enfrentar os impactos da enchente foi baseado na cheia de 2009. Alguns municípios já distribuem madeira para auxiliar os ribeirinhos a refazer suas residências.