Estudantes aprendem linguagem de programação para criar jogos eletrônicos

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Foto: SMCS

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10/09/2015 – As aulas de Língua Portuguesa na Escola Municipal Julia Amaral Di Lenna, no bairro Barreirinha, estão cativando um grupo de 90 estudantes das turmas de 7.º ano. Os alunos aprendem linguagem de programação para a criação de jogos eletrônicos, ou games como são chamados entre os estudantes, a partir de assuntos relacionados à rotina de aprendizado.A ideia de trabalhar com programação dos jogos foi da professora Marietta da Luz Viviane, que queria aproximar os conteúdos das aulas com as tecnologias, sempre muito fascinantes para os estudantes. Com os jogos, além de realizar um trabalho de pesquisa para a elaboração do produto, os estudantes têm a oportunidade de revisar o conteúdo enquanto jogam os games dos outros colegas.“Eles criam estratégias, usam o celular como meio de pesquisa, entre outras práticas, e o jogo educativo colabora com a formação deles”, disse Marietta.A Secretaria Municipal da Educação, por meio do Departamento de Tecnologia e Difusão Educacional, oferece cursos de linguagem de programação para criação de games, coordenados pela equipe da Gerência de Tecnologias Educacionais. As linguagens de programação utilizadas são o Scratch e o Kodu, desenvolvidos especialmente para usuários com pouco ou nenhum conhecimento na área.“Os games podem ser aliados do aprendizado. Por meio do jogo, o aprendizado não acontece pela repetição, mas pela contextualização e ludicidade”, disse a gerente de Tecnologias Educacionais, Fabrícia Gomes.A estudante Helena Reinehr, de 12 anos, escolheu o conto como tema para o jogo que está criando com um grupo de colegas de sala. O conto foi um dos gêneros textuais trabalhados no 3º trimestre na disciplina. Helena diz que por meio dos jogos fica mais interessante rever os conteúdos já estudados. Além da teoria repassada pelo quadro ou livro, os conteúdos sobre descrição de personagens e cenários foram feitos por meio da programação do jogo e não apenas teoricamente. No jogo que o grupo está criando serão montados cenários e personagens e o jogador terá de fazer a relação entre esses elementos e o conto ao qual pertencem. “Muitas vezes as revisões dos conteúdos são desinteressantes e o jogo ajuda para que possamos aprender ainda mais”, disse Helena.As três turmas que participam da elaboração de games nas aulas de Língua Portuguesa aprovaram a ideia de aliar aprendizado e desenvolvimento de jogos. Samuel Ferreira, de 14 anos, pensou com a equipe todas as estratégias para um jogo sobre acentuação de palavras.“Sempre fui um apaixonado por games. Agora posso aprender me divertindo também”, disse o estudante. A possibilidade de criar o próprio jogo é o que mais atrai nas propostas de games na educação. Aline Alvares Machado, da equipe de formação da gerência de Tecnologias Educacionais, conta que atividades criativas permitem uma nova forma de expressão entre crianças e adolescentes. “Reconhecer que o jogo é uma nova possibilidade de conhecimento colabora para mudança de postura tanto dos estudantes quanto dos professores”, disse Aline.

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