Ex-agente do CIE, Paulo Malhães, foi ouvido pela Comissão da Verdade, no Rio de Janeiro

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Foto: Marcelo Oliveira / ASCOM - CNV

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Rio de Janeiro- RJ, 25/03/2014- “Quantas pessoas você matou?”, indagou José Carlos Dias. “Tantos quantos foram necessários” (sic), afirmou Malhães. Malhães atuou na Casa da Morte e afirmou ao Jornal O Dia ter retirado o corpo de Rubens Paiva da praia do Recreio, onde ele estava enterrado. À Comissão da Verdade do Rio, Malhães afirmou que mutilava corpos de vítimas da Casa da Morte, para dificultar a identificação e localização dos corpos.

Foto: Marcelo Oliveira / ASCOM - CNV

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Rio de Janeiro- RJ, 25/03/2014- O ex-agente do CIE, Paulo Malhães, acaba de ser ouvido por Rosa Cardoso e José Carlos Dias, no Rio de Janeiro.

Foto: Marcelo Oliveira / ASCOM - CNV

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Rio de Janeiro- RJ, 25/03/2014- Para Paulo Malhães, ex-agente do CIE, teria sido Inês Etienne a responsável pela queda da Casa Da Morte de Petrópolis. Malhães também confirmou à CNV que os corpos eram mutilados para impedir a identificação, caso encontrados. Dentes e pontas dos dedos eram arrancados. O militar afirmou ainda que “tinha verdadeiro pavor de interrogar mulher e gay”.

Foto: Marcelo Oliveira / ASCOM - CNV

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Rio de Janeiro- RJ, 25/03/2014-Segundo depoimento de Malhães, objetivo da Casa da Morte era transformar os presos em infiltrados nas organizações de esquerda. Ele, contudo, não quis afirmar quantos presos políticos foram “virados”. O militar admite que houve mortes na casa e que havia tortura, mas que evoluiu e passou a aplicar “somente” tortura psicológica. Ao ser perguntado sobre quantidades, admitiu que elas ocorreram, entretanto não quis estimar quantos morreram: “a casa não era só minha”, disse. “Nós não entrávamos (na casa) com a ideia de matar”, afirmou Malhães. “Mas matavam”, replicou José Carlos Dias.