Garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku, no Pará/ Amazônia Real

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“A Amazônia será a nova Minamata?” Esse foi um dos principais questionamentos de Paulo Basta, coordenador da pesquisa pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na apresentação do estudo sobre os impactos do mercúrio em áreas protegidas e povos da Floresta Amazônia. Minamata é a cidade japonesa que, nos anos 1950, presenciou uma contaminação em massa pelo metal pesado que provocou a morte de milhares de pessoas. Só a partir desse trágico episódio, uma série de iniciativas foi implementada internacionalmente para conter o uso de mercúrio.

A pesquisa apresentada em 30 de outubro, no auditório do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), em Santarém, no sudoeste do Pará, mostra uma contaminação por mercúrio de 100% dos indígenas Munduruku. O território da etnia está localizado no médio Rio Tapajós, entre os municípios de Itaituba e Trairão. Eles têm sofrido exposição contínua do produto por cerca de 70 anos de atividade garimpeira na região, diz o estudo.

Por conta do desastre no Japão, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou, em 2013, a Convenção de Minamata sobre Mercúrio. O instrumento já foi ratificado por cerca de 140 países. Mesmo o Brasil sendo signatário desta Convenção desde 2018, os casos de contaminação no país continuam subnotificados. “O mercúrio passa por uma notificação muito marginal, como intoxicação exógena. Só a gente da Fiocruz, a partir da pesquisa, temos mais de 500 casos de contaminação (de indígenas Munduruku) por mercúrio para notificar e esses casos não aparecem nas estatísticas oficiais”, afirma o pesquisador Paulo Basta. Fonte Amazônia Real foto “A Amazônia será a nova Minamata?” Esse foi um dos principais questionamentos de Paulo Basta, coordenador da pesquisa pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na apresentação do estudo sobre os impactos do mercúrio em áreas protegidas e povos da Floresta Amazônia. Minamata é a cidade japonesa que, nos anos 1950, presenciou uma contaminação em massa pelo metal pesado que provocou a morte de milhares de pessoas. Só a partir desse trágico episódio, uma série de iniciativas foi implementada internacionalmente para conter o uso de mercúrio.

A pesquisa apresentada em 30 de outubro, no auditório do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), em Santarém, no sudoeste do Pará, mostra uma contaminação por mercúrio de 100% dos indígenas Munduruku. O território da etnia está localizado no médio Rio Tapajós, entre os municípios de Itaituba e Trairão. Eles têm sofrido exposição contínua do produto por cerca de 70 anos de atividade garimpeira na região, diz o estudo.

Por conta do desastre no Japão, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou, em 2013, a Convenção de Minamata sobre Mercúrio. O instrumento já foi ratificado por cerca de 140 países. Mesmo o Brasil sendo signatário desta Convenção desde 2018, os casos de contaminação no país continuam subnotificados. “O mercúrio passa por uma notificação muito marginal, como intoxicação exógena. Só a gente da Fiocruz, a partir da pesquisa, temos mais de 500 casos de contaminação (de indígenas Munduruku) por mercúrio para notificar e esses casos não aparecem nas estatísticas oficiais”, afirma o pesquisador Paulo Basta. Fonte Amazônia Real foto Marizilda Cruppe/Amazônia Real

Marizilda Cruppe/Amazônia Real

Julia H

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Tainá Aragão