Índios chegam a São Félix do Xingu para discutir direitos e o papel da mulher

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16 de abril de 2018
Semana dos Povos Indígenas
16 de abril de 2018
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Eles vêm entoando cantos, em danças cadenciadas. A pele é pintada e os corpos estão cobertos por vestimentas típicas, feitas de miçangas, penas de animais e sementes de frutos. Exibem a exuberante força, que vem do coração, prontos para mais uma Semana dos Povos Indígenas. O maior evento do gênero no Estado começou neste domingo (15), com a chegada das cerca de 70 embarcações que se encontram no cruzamento dos rios Xingu e Fresco, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará. É nesse ponto, sob a vista de centenas de pessoas, que os índios das 21 aldeias do município se unem em um congraçamento para celebrar a cultura e provocar debates em torno de direitos que querem conquistar.

Os índios que chegam pelo rio são os Kayapó, povo que recebeu a primeira edição do evento, há seis anos. A importância da pauta, porém, é tamanha que a Semana Indígena tomou outras proporções. Hoje, 12 etnias participam do encontro, cujo tema, este ano, é o empoderamento da mulher feminina. Para adensar o debate, foi convidada Sônia Guajajara, uma das mais importantes líderes indígenas da atualidade, que deu o recado na noite deste domingo durante reunião com caciques na Câmara Municipal. “Precisamos discutir a representatividade da mulher indígena entre nós, nas aldeias, mas também na sociedade brasileira. Unidos somos mais fortes para lutar por direitos, entre eles a reconquista de territórios que foram sendo perdidos ao longo dos anos”.

A reunião na Câmara Municipal é o momento em que os caciques discutem a programação, expõem anseios, dão sugestões e recebem os kits esportivos que serão usados durante os jogos. O encontro – quando também são repassadas orientações e informes sobre o esquema de segurança, as ações sociais e a dinâmica dos encontros – ocorre logo depois da chegada das tribos. “Estamos aqui para definir com eles como será a semana. O objetivo é assegurar o clima de harmonia e garantir que eles tenham acesso a todos os serviços que estarão disponíveis”, explica a organizadora do evento, Viviane Cunha. “Este ano damos boas-vindas aos Juruna, que pela primeira vez participam da semana conosco”, completou.

Ansiedade

Um dos momentos mais aguardados da semana é a chegada dos convidados especiais pelo rio. Assim que descem das embarcações, os indígenas são recebidos por autoridades locais e do Estado. Antes de aportar, contudo, eles se preparam nas aldeias, às vezes por dias antes da grande festa na cidade. Nos barcos e balsas, já a caminho, vivem a expectativa de mais um encontro entre irmãos. As mães capricham nas pinturas dos pequenos, os homens ensaiam os passos de dança e as crianças aguardam ansiosas, com olhar curioso e sorriso aberto. A coordenação do balé de embarcações é engenhosa, para que todos possam se encontrar na hora certa e fazer a entrada triunfal na cidade. Esse bastidor foi acompanhado de perto pela cantora Maria Gadu, uma das convidadas do evento.

Enquanto uns vêm pelo rio, outros pegam a estrada. É o caso dos primos Fetxa e Thaysaka Fulni-ô, de Pernambuco. Depois de passar por três estados, em uma viagem de oito dias, chegaram ao Pará, que ainda não conheciam. A expectativa para integrar os festejos, fazer coro nas discussões e expor o belo artesanato é grande. “Viemos representar nosso povo a convite de um irmão Kayapó aqui da cidade. Queremos mostrar nossa cultura e levar para nossa aldeia o conhecimento que adquirirmos aqui”, afirma Thaysaka. Os Fulni-ô, ele conta, ainda mantêm preservados costumes e o idioma próprios.

Serviços

As equipes do Estado que vão prestar os mais diversos serviços aos índios e à comunidade já estão a postos em São Félix do Xingu. Defensoria Pública, Pro Paz, secretarias de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), de Saúde Pública (Sespa), de Turismo (Setur), de Esporte e Lazer (Seel), de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e de Comunicação (Secom), polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros se unem para levar ações diversas, como emissão de documentos, atendimentos de saúde, ações de segurança, oficinas de arte e cultura e orientações jurídicas. São mais de 60 servidores do Estado presentes na força-tarefa. Entre os cursos ofertados, estão os de texto, fotografia e audiovisual, que serão ministrados por monitoras do projeto Biizu, da Secom.

A abertura oficial da Semana dos Povos Indígenas será nesta segunda-feira (16), às 19h, com apresentações culturais, exposição de artesanatos e show da cantora Maria Gadu. Só que às 7h30, os índios já participam dos jogos, em pontos diversos da cidade. Entre as modalidades estão atletismo, futsal, vôlei, futebol e arco e flecha. E mais: será eleita a Beleza Indígena, concurso com a participação de mulheres de todas as tribos. O evento termina no Dia do Índio, quinta (19), com uma caminhada pelas principais ruas de São Félix do Xingu.

Por Luiz Carlos Santos

Eles vêm entoando cantos, em danças cadenciadas. A pele é pintada e os corpos estão cobertos por vestimentas típicas, feitas de miçangas, penas de animais e sementes de frutos. Exibem a exuberante força, que vem do coração, prontos para mais uma Semana dos Povos Indígenas. O maior evento do gênero no Estado começou neste domingo (15), com a chegada das cerca de 70 embarcações que se encontram no cruzamento dos rios Xingu e Fresco, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará. FOTO: RODOLFO OLIVEIRA / AG. PARÁ DATA: 15.04.2018 SÃO FÉLIX DO XINGU – PARÁ

Eles vêm entoando cantos, em danças cadenciadas. A pele é pintada e os corpos estão cobertos por vestimentas típicas, feitas de miçangas, penas de animais e sementes de frutos. Exibem a exuberante força, que vem do coração, prontos para mais uma Semana dos Povos Indígenas. O maior evento do gênero no Estado começou neste domingo (15), com a chegada das cerca de 70 embarcações que se encontram no cruzamento dos rios Xingu e Fresco, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará. FOTO: ALDAREY TAMANDARÉ / DATA: 15.04.2018 SÃO FÉLIX DO XINGU – PARÁ

Eles vêm entoando cantos, em danças cadenciadas. A pele é pintada e os corpos estão cobertos por vestimentas típicas, feitas de miçangas, penas de animais e sementes de frutos. Exibem a exuberante força, que vem do coração, prontos para mais uma Semana dos Povos Indígenas. O maior evento do gênero no Estado começou neste domingo (15), com a chegada das cerca de 70 embarcações que se encontram no cruzamento dos rios Xingu e Fresco, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará. FOTO: ALDAREY TAMANDARÉ DATA: 15.04.2018 SÃO FÉLIX DO XINGU – PARÁ

Eles vêm entoando cantos, em danças cadenciadas. A pele é pintada e os corpos estão cobertos por vestimentas típicas, feitas de miçangas, penas de animais e sementes de frutos. Exibem a exuberante força, que vem do coração, prontos para mais uma Semana dos Povos Indígenas. O maior evento do gênero no Estado começou neste domingo (15), com a chegada das cerca de 70 embarcações que se encontram no cruzamento dos rios Xingu e Fresco, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará. FOTO: RODOLFO OLIVEIRA / AG. PARÁ DATA: 15.04.2018 SÃO FÉLIX DO XINGU – PARÁ

Eles vêm entoando cantos, em danças cadenciadas. A pele é pintada e os corpos estão cobertos por vestimentas típicas, feitas de miçangas, penas de animais e sementes de frutos. Exibem a exuberante força, que vem do coração, prontos para mais uma Semana dos Povos Indígenas. O maior evento do gênero no Estado começou neste domingo (15), com a chegada das cerca de 70 embarcações que se encontram no cruzamento dos rios Xingu e Fresco, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará. FOTO: RODOLFO OLIVEIRA / AG. PARÁ DATA: 15.04.2018 SÃO FÉLIX DO XINGU – PARÁ

Eles vêm entoando cantos, em danças cadenciadas. A pele é pintada e os corpos estão cobertos por vestimentas típicas, feitas de miçangas, penas de animais e sementes de frutos. Exibem a exuberante força, que vem do coração, prontos para mais uma Semana dos Povos Indígenas. O maior evento do gênero no Estado começou neste domingo (15), com a chegada das cerca de 70 embarcações que se encontram no cruzamento dos rios Xingu e Fresco, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará. FOTO: RODOLFO OLIVEIRA / AG. PARÁ DATA: 15.04.2018 SÃO FÉLIX DO XINGU – PARÁ

Eles vêm entoando cantos, em danças cadenciadas. A pele é pintada e os corpos estão cobertos por vestimentas típicas, feitas de miçangas, penas de animais e sementes de frutos. Exibem a exuberante força, que vem do coração, prontos para mais uma Semana dos Povos Indígenas. O maior evento do gênero no Estado começou neste domingo (15), com a chegada das cerca de 70 embarcações que se encontram no cruzamento dos rios Xingu e Fresco, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará. FOTO: RODOLFO OLIVEIRA / AG. PARÁ DATA: 15.04.2018 SÃO FÉLIX DO XINGU – PARÁ

Eles vêm entoando cantos, em danças cadenciadas. A pele é pintada e os corpos estão cobertos por vestimentas típicas, feitas de miçangas, penas de animais e sementes de frutos. Exibem a exuberante força, que vem do coração, prontos para mais uma Semana dos Povos Indígenas. O maior evento do gênero no Estado começou neste domingo (15), com a chegada das cerca de 70 embarcações que se encontram no cruzamento dos rios Xingu e Fresco, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará. FOTO: ALDAREY TAMANDARÉ DATA: 15.04.2018 SÃO FÉLIX DO XINGU – PARÁ