Capital do Amazonas, depois de ser notícia no mundo todo, flexibiliza atividades e população vai às ruas sem medo da terceira onda

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Manaus 09 04 2021 -Na capital da Amazonas depois de ser noticia no munto todos flexibiliza tudo e população vai as ruas sem medo da terceira onda.O infectologista Nelson Barbosa também avalia que foi cedo demais para o governo adotar as medidas de relaxamento. “Até porque, como os próprios estudos científicos mostraram, esse vírus faz uma mutação muito rápida. Então, provavelmente, já tem outras mutações do coronavírus e aí o que que pode acontecer? Já que a população do Amazonas só foi vacinada em 9,7%, o risco é muito grande de haver uma terceira onda”, alerta o especialista. De forma geral, os pesquisadores apontam que o isolamento social ainda é a forma mais eficaz de conter a circulação viral, principalmente por causa do ritmo lento da vacinação no Estado. “Isso [ritmo lento da vacinação] é um reflexo das medidas desastrosas implementadas pelos ministros da saúde e pelo presidente Jair Bolsonaro. O lobby contra a vacina causou condições para que hoje nós vacinamos muito menos do que de fato precisaríamos”, aponta o doutorando de biologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Lucas Ferrante, que já fez o alerta de uma possível terceira onda. O ritmo de vacinação em Manaus, de acordo com Ferrante, ainda é tão pequeno que não é capaz de interferir nas dinâmicas epidemiológicas e propagação do vírus. Até a quinta-feira (8), pouco mais de 607.582 doses de vacinas haviam sido aplicadas em todo o Amazonas, sendo 463.411 na primeira dose e 144.171 na segunda dose. “Precisamos adotar medidas mais restritivas para impedir este aumento de casos. Nós precisamos deter isso, principalmente, neste cenário catastrófico que o Brasil vive, onde com o maior número de internações, um novo colapso do sistema de saúde de Manaus seria extremamente preocupante, pois a cidade estaria desabastecida de suprimentos médicos básicos, uma vez que essa demanda aumentou para todo o País”, alerta Ferrante. Em todo o território nacional, a Covid-19 já fez 345.025 vítimas

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