No Pará, São Caetano e Colares são alternativas para quem busca tranquilidade nestas férias

Foto: Agência Corinthians
Nadadores e Treinadores Olímpicos do Corinthians
23 de julho de 2016
Foto: Lucas Uebel/ Grêmio FBPA
Treino do Grêmio, na manhã deste sábado (23/07), no CT Luiz de Carvalho, em Porto Alegre
23 de julho de 2016
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Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- A rota que leva aos principais balneários paraenses também oferece ao veranista opções de localidades com características bem interioranas e que mostram um lado pouco conhecido da Amazônia Atlântica.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- A 94 quilômetros de Belém, na região do Salgado, está um desses lugares: São Caetano de Odivelas. A cidade é um dos destinos favoritos de quem prefere um programa mais tranquilo. Com uma população estimada em 17,5 mil habitantes, o município tem uma área de quase 744 km² e é cercado pelo Rio Mojuim. A fundação de São Caetano de Odivelas remonta à presença dos padres jesuítas, que no período colonial ocuparam o território com a missão de difundir o catolicismo e catequizar os índios que habitavam a região.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- Um passeio pela orla oferece uma vista incrível para o rio e suas inúmeras ilhas, que trazem nomes curiosos como Feiticeira, Cotovelo, Macaca, Tubarão e Marinheiro. As mais famosas somam onze. No passeio pelo mercado municipal “Benedito Farias Rendeiro”, inaugurado em 1979, o visitante pode encontrar uma diversidade de mariscos e peixes frescos.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- Entre as espécies mais comuns na região estão a pescada amarela, gó, piramutaba, tainha e corvina. Ainda na sede da cidade é possível visitar o Centro Cultural, a praça da feirinha e a famosa rampa em frente à prefeitura local. É de lá que saem e chegam a todo momento dezenas de barcos trazendo o pescado.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- Além da pesca, outra atividade que ajuda a movimentar a economia local é a coleta do caranguejo, que garante a subsistência de boa parte da população. As ilhas do entorno são ricas em manguezais, ambiente propício à reprodução da espécie. Os cunhados Paulo Bahia e Matias Lopes são nativos da região e vivem há mais de 30 anos da extração do caranguejo nos mangues. Mais da metade do que é coletado por eles é destinado à exportação.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- É graças aos catadores de caranguejos de São Caetano que as deliciosas iguarias feitas a partir desse crustáceo chegam à mesas de milhares de paraenses. Pouca gente sabe, mas a cidade também é referência na produção de ostras. Pelo rio ou pela estrada é possível chegar à região do Pereru de Fátima, onde se concentra uma das maiores produções de ostras da região. Julho é o período de maior disponibilidade desse alimento. Uma dúzia da ostra baby, varidedade que mede de 6 a 8 centímetros, chega a ser comercializada a R$ 10 nessa época. Já a ostra grande é encontrada a R$ 15.

Foto: Agência Pará

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23/07/2016- Com tantos rios e a diversidade de peixes, mariscos e moluscos, não é de se estranhar que a pescaria seja um dos maiores atrativos turísticos da região. Várias pessoas costumam sair de Belém em busca de um refúgio para essa prática no município. O assessor técnico Carlos Lima abriu mão da vida na capital e há oito anos fixou residência em São Caetano. As muitas viagens feitas à cidade com esse objetivo fizeram com que ele se apaixonasse pelo lugar. “A tranquilidade da cidade e a possibilidade de poder pescar a qualquer hora me motivaram a vir para cá”, conta. Assim como ele, diversos pescadores não profissionais aproveitam as folgas e as férias do meio e fim de ano para se dedicar à pesca esportiva.

Foto: Agência Pará

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23/07/2016- Quem não tem barco ou lancha para praticar a pescaria não precisa se preocupar. Alguns estabelecimentos da cidade oferecem aluguel de embarcações. No bar “Trapiche”, por exemplo, localizado na orla da cidade, o turista pode alugar por cerca de R$ 500 um barco com condutor. Mas é preciso ter todos os apetrechos necessários à pescaria em mãos, pois eles não estão inclusos no pacote.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- Segundo os pescadores da região, o melhor período para a prática é a chamada maré de pesca, que se dá de 15 em 15 dias. É nesta época que a água o rio ganha um tom esverdeado e as lanchas tomam conta da paisagem. Em alguns dias registra-se uma média de 150 delas espalhadas ao longo do Mojuim.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- No passeio pelas ruas da cidade, que ainda conservam a cobertura em paralelepípedos – o que dá a São Caetano ares ainda mais bucólicos – é fácil encontrar casas com placas onde se anuncia a venda de caranguejos. Caso o visitante esqueça de passar no mercado municipal, ainda tem a chance de adquirir algumas unidades em um desses pontos. Roberto Leal é um dos moradores que vende o crustácio na porta de casa. “Trabalho com isso desde os 14 anos. Já fui procurado por visitantes que vieram de Belém e até de outros estados, como o Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador”, conta.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- A vida cultural de São Caetano de Odivelas está intimamente ligada à tradição dos bois de máscaras. O Boi Tinga e a Vaca Velha são exemplos de grupos típicos da região. Ambos trazem na história a memória de pescadores que há muitos anos celebravam as datas festivas que incluíam a utilização de bois vivos trazidos de outras cidades.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- A tradição foi passando de geração em geração e com o tempo sofreu adaptações, como a substituição dos bois vivos por suas representações folclóricas – estruturas confeccionadas com arame, papelão e tecido – mantendo-se assim até os dias de hoje. Também foram incluídas nas manifestações locais as figuras do pierrot, do vaqueiro e dos cabeçudos. O único adereço original que foi conservado são os chifres usados pelo Boi Tinga.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- O turista que quiser conhecer de perto essas manifestações culturais pode visitar as sedes dos grupos. A do Boi Tinga fica na Rua Floriano Peixoto, nº 85, e o da Vaca Velha fica na Avenida Presidente Vargas, nº 55, no centro de São Caetano. O bloco da Vaca, por exemplo, tem por tradição sair às ruas do município no final do mês de julho. Este ano a programação será no dia 30. Portanto, ainda dá tempo de se programar.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- E para quem quer descansar, os hotéis na cidade oferecem diárias que custam, em média, R$ 120, com quartos que comportam até cinco pessoas e tem café da manhã incluso. Outra boa dica para quem estiver na cidade é o passeio de barco até a praia da Romana, no município vizinho de Curuçá. A viagem dura aproximadamente 40 minutos e compensa pelas belas paisagens.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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23/07/2016- Saindo da terra do caranguejo, a viagem segue rumo a Colares. Pela PA-140 percorre-se o caminho até a estrada de acesso à localidade de Penhalonga, em Vigia, e depois inclui uma travessia rápida de balsa pelo rio Guajará-Miri, que dura em média sete minutos. A passagem para carros grandes custa R$ 17,00 e para pequenos R$ 13,50. Aos que preferem fazer a rota a partir de Belém, a distância até o município é de 62,30 quilômetros.

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Turismo no Para Colares e Sao Caetano_026210716

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São Caetano (foto) e Foto: Rodolfo Oliveira/ Agência Pará

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