O jornalista Carlos Navarro Filho fará o lançamento do livro BOQUIRA próximo dia 8, a partir das 17h, no GAIOLA BAR, Rua Aicás 1220, em Moema

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São Paulo SP 02 08 2019 O jornalista Carlos Navarro Filho fará o lançamento do livro BOQUIRA próximo dia 8, a partir das 17h, no GAIOLA BAR, Rua Aicás 1220, em Moema. O livro conta uma história inacreditável de esbulho e de crime ambiental facilitada pelo governo, tendo por vítima o povo de duas cidades
.O jornalismo literário brasileiro acaba de ganhar uma vigorosa contribuição, mistura do melhor da investigação jornalística (rigor na apuração dos fatos e contundente denúncia social) e do cuidado estético da boa ficção: Boquira, do jornalista baiano Carlos Navarro Filho, por muitos anos chefe da sucursal em Salvador do jornal O Estado de S.Paulo.
Boquira pode ser lido como um livro-reportagem ou um romance de não-ficção na célebre definição de Truman Capote, autor do maior clássico do gênero, o cultuado A sangue frio. O livro conta uma história digna de uma republiqueta de bananas que não produziu frutas para os Estados Unidos e a Europa, à custa do enorme sacrifício das populações (como aconteceu com os países da América Latina explorados pela norte-americana United Fruit Company), mas chumbo, da extração ao beneficiamento do minério.
Com um estilo objetivo e direto do jornalismo, mas repleto de personagens e detalhes de vida (como convém ao romance), Navarro relata como, durante
muitos anos, a Companhia Brasileira de Chumbo (Cobrac), subsidiária da transnacional francesa Penãrroya Oxide S.A, contando com a cumplicidade das autoridades locais e até da ditadura militar, explorou chumbo na localidade de Vila dos Macacos, depois Boquira, no sertão da Bahia, enfeixando poder sobre a vida e a morte da pessoas do lugarejo.
O autor comenta a gênese do romance: “Esta é uma história feita por jornalistas. Um tanto romanceada, um tanto fantasiada, mas calcada em fatos reais que afetaram seriamente, e ainda afetam a vida de pessoas em duas cidades da Bahia. Pessoas foram mortas física e moralmente sob a complacência da ditadura militar, que apoiava e usufruía de benesses da multinacional que se beneficiou do processo, tal e qual numa republiqueta de bananas, que um dia existiram na nossa latino-américa”.
(Resenha do livro feita pelo jornalista, poeta e escritor Elieser Cesar) divulgação

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