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Belem PA 19 03 2021-Belém (PA) – “Aqui só atendemos casos leves.” Essa frase fez desmoronar as esperanças de Sérgio Pena, de 51 anos, e sua mulher, Cristina. Moradores de Ananindeua, município localizado na Região Metropolitana de Belém, o casal foi informado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Nova de que o caso de Sérgio “era para a Policlínica”. Vestindo um casaco preto, com uma toalha rosa no pescoço, ele saturava 88% de oxigênio. Respirava com dificuldade e tinha de se encostar nas grades que circundam a Policlínica Metropolitana de Belém. Ao ouvir de profissionais de saúde que não seriam atendidos ali, Cristina começou a chorar e, trêmula, tentava encontrar um motorista de aplicativo. Era preciso achar um lugar para salvar o marido. Belém, que concentra a maioria dos leitos clínicos e de UTI do Pará, se encontra com seu sistema de saúde colapsado. No dia 17 de março, o município chegou a 92,1% de ocupação dos leitos de UTI e 94,4% dos leitos clínicos. Até nesta quarta-feira, a capital paraense possuía 70.676 casos confirmados de Covid-19 e 3.088 óbitos, tendo registrado 45 mortes em 24 horas, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Numa tentativa descoordenada para conter o caos hospitalar, o governador Helder Barbalho (MDB) decretou lockdown na Grande Belém. Mas essa medida chega tarde demais para os pacientes que há dias procuram ajuda na frente das unidades de saúde. No último dia 15, a reportagem da Amazônia Real percorreu esses locais da frente de combate à Covid-19. Sob um sol ardente, dezenas de pessoas se aglomeravam na expectativa de realizarem exames para a Sars-CoV-2. Na porta da Policlinica Metropolitana, na Avenida Almirante Barroso, ao lado do Bosque Rodrigues Alves, no bairro do Marco, três profissionais de saúde verificavam a saturação e a temperatura dos pacientes. Eram eles que informavam que só os casos leves seriam atendidos. Nessa unidade, são realizadas tomografias computadorizadas e radiografias. O prédi

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