Paraná prevê crescimento de 11,6% na safra de laranja em 2016

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Foto: Pedro Crusiol/ ANPR

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03/06/2016- Depois da quebra da safra do no ano passado, a produção de paranaense de laranja deve voltar a crescer em 2016. A projeção do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento é de uma produção de 810,9 mil toneladas – 11,6% superior à do ano passado, de 726,6 mil toneladas. A previsão é que o Valor Bruto da Produção (VBP) da atividade alcance R$ 277,4 milhões, o mais alto da última década, embalado pela melhora dos preços internacionais. Quarto produtor nacional (5,7% do Brasil), o Paraná tem mais de 600 citricultores e 21,6 mil hectares cobertos com pomares. Somente no campo, a atividade gera 3 mil empregos diretos e mais 3 mil indiretos. Principal produto da fruticultura paranaense, a laranja é cultivada em cerca de 100 municípios, com destaque para a região Noroeste. Paranavaí, Maringá e Londrina são os principais produtores.

Foto: Pedro Crusiol/ ANPR

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03/06/2016- A colheita vai de julho a dezembro, mas algumas variedades precoces começam a ser colhidas em junho. No ano passado, a projeção inicial era de uma produção perto de 1 milhão de toneladas, mas problemas climáticos – como geada no inverno e seca na primavera – comprometeram a safra. “Esperamos uma recuperação da produção em 2016, apesar das chuvas excessivas na primavera e no verão”, diz Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Deral. De acordo Andrade, nessa temporada o produtor vai se beneficiar da combinação de queda dos estoques – provocada pelas perdas de produção em São Paulo e Minas Gerais e na Flórida, nos Estados Unidos – e da melhora dos preços internacionais. Os preços dos contratos fixados com as indústrias estão animando os citricultores. Os valores pagos subiram 42% em relação ao ano passado. Enquanto na safra passada o preço pago pela caixa de 40,8 kg estava em R$ 10,50, nessa temporada chegam a R$ 15,00 por caixa.

Foto: Pedro Crusiol/ ANPR

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03/06/2016- A laranja produzida nos pomares do Paraná é transformada em suco pelas indústrias, com foco na exportação para países da União Europeia, do Oriente Médio, Estados Unidos, Austrália e Canadá. O Paraná possui três indústrias de suco – Louis Dreyfus, que assumiu as operações na área das cooperativas Cocamar e Corol; a Citri Agroindustrial S/A, uma empresa privada de citricultores, e a Cooperativa Integrada. As exportações se beneficiam do dólar mais caro e da baixa oferta de laranja no mercado internacional, que pressiona as cotações para cima.