Primeiro ambulatório do Norte destinado ao público LGBT muda a vida de transexuais

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Foto: Cristino Martins / AG. PARÁ

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19/02/2016- Belém- PA, Brasil- O ano de 2015 foi decisivo para o estudante Brayan Muniz, 18 anos. Nascido com o sexo feminino, aos sete anos ele começou a apresentar os primeiros sinais de mudança de identidade de gênero. Em frente a um espelho, Bárbara (seu nome de nascimento) ensaiava trejeitos masculinos usando roupas do irmão e se auto nomeava “Johanatan”. Hoje, ao se olhar nesse espelho, ele diz que finalmente consegue reconhecer a imagem de si mesmo. Assim como Brayan, centenas de transexuais no Estado passaram a se ver com mais propriedade, respeito e cidadania graças ao apoio oferecido pelo primeiro Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Pará, destinado ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), inaugurado em outubro do ano passado. Na foto, a professora Alfonsina Araújo, 30 anos (foto), vinha apresentando um quadro de melancolia e solidão em meio ao processo de mudança de gênero.

Foto: Cristino Martins / AG. PARÁ

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19/02/2016- Belém- PA, Brasil- Em quatro meses, o ambulatório já fez 147 atendimentos. A pessoa tem o acompanhamento de uma equipe de profissionais, entre psicólogos, endocrinologistas, fonoaudiólogos e nutricionistas, que lhe auxiliam no processo de transição da sexualidade. No ambulatório, a pessoa faz todos os exames pra saber qual o nível dos hormônios no seu corpo e passa a ter a orientação pra mudança de identidade de gênero de forma responsável e gradual. Desde que conheceu o ambulatório, Brayan pôde enfim se aceitar como um menino e priorizou a saúde. “Antes, eu não costumava ir ao médico, com medo do preconceito e não tomava hormônios porque não sabia como proceder. Agora, através do ambulatório, tenho toda a orientação que preciso”, contou Brayan.

Foto: Cristino Martins / AG. PARÁ

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19/02/2016- Belém- PA, Brasil- O ambulatório – pioneiro na região Norte – funciona no prédio da Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecto-Parasitárias e Especiais (Uredipe), no bairro do Telégrafo, em Belém, e é um dos seis postos com serviço especializado gratuito no Brasil direcionado ao público LGBT. A proposta foi uma iniciativa das Secretarias de Estado de Saúde Pública (Sespa) e da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), em cumprimento à Política Nacional de Saúde Integral de LGBT, instituída pela portaria nº 2.836, do Ministério da Saúde. “Essa é uma grande vitória, porque o ambulatório te dá o direito de construir teu gênero. Se você nasceu menino, mas se sente uma menina, você tem o direito de ser o que é. Quando o Governo do Estado trouxe esse benefício pra população, ele proporciona às pessoas exercerem sua cidadania da melhor forma possível”, disse João Augusto Santos, gerente de livre orientação sexual da Sejudh.

Foto: Cristino Martins / AG. PARÁ

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19/02/2016- Belém- PA, Brasil- A Sejudh orienta ainda o público LGBT a tirar a carteira de nome social para travestis e transexuais, que lhes assegura o direito de serem reconhecidos pelo nome com o qual se identificam. Existe ainda um projeto de cirurgia de mudança de sexo. Já foi iniciado o processo de licitação para a compra de medicamentos da hormonização, que é realizado durante 2 anos (no mínimo) antes de o paciente se submeter à cirurgia. Mas a coordenadora do ambulatório de atendimento LGBT, Francisca Vidigal, esclarece: “Nós temos muitas pessoas que não pensam em fazer a cirurgia de mudança de sexo, mas essas pessoas precisam realizar outros procedimentos. No caso das mulheres trans, elas precisam fazer cirurgia de retirada de testículos e no caso dos homens trans, eles precisam retirar as mamas e ovários, porque o uso de hormônio pode causar câncer e a gente, aqui no ambulatório, precisa fazer um tratamento que produza saúde”. Na foto, o estudante Brayan Muniz.

Foto: Cristino Martins / AG. PARÁ

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19/02/2016- Belém- PA, Brasil- O desafio da Sejudh é atender mais pessoas, que ainda não conhecem o projeto do ambulatório. Para isso, eles criaram uma caravana pelos municípios, para identificar e encaminhar pessoas que queiram mudar de gênero. A caravana acontece de dois em dois meses e ano passado, já esteve em Marabá, Parauapebas, Mosqueiro e São João de Pirabas. O serviço de divulgação feito pela Secretaria é fundamental para o ambulatório ampliar sua rede de atendimento. Hoje, ele recebe pacientes de Macapá e Maranhão, que chegam buscando orientação e atendimento.

Foto: Cláudio Santos/ AG. PARÁ

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19/02/2016- Belém- PA, Brasil- O ambulatório – pioneiro na região Norte – funciona no prédio da Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecto-Parasitárias e Especiais (Uredipe), no bairro do Telégrafo, em Belém, e é um dos seis postos com serviço especializado gratuito no Brasil direcionado ao público LGBT.

Foto: Cláudio Santos/ AG. PARÁ

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19/02/2016- Belém- PA, Brasil- Juntamente com a saúde, o ambulatório garante o equilíbrio emocional para transexuais que buscam a autoafirmação diante da sociedade. No ano passado, a professora Alfonsina Araújo, 30 anos, vinha apresentando um quadro de melancolia e solidão em meio ao processo de mudança de gênero. Por intermédio de uma colega de trabalho, soube da criação do laboratório e ganhou a segurança que precisava. “Antes eu não me sentia plena com a minha identidade. Mas com o laboratório, eu tenho acesso a profissionais que me entendem e isso é fantástico”, expressou Alfonsina, que fazia reposição hormonal por conta própria, colocando a saúde em risco, mas agora espera ansiosamente pelo início do tratamento hormonal assistido no laboratório. Com isso, o que ela mais quer é alcançar a realização pessoal, harmonizando corpo e mente para poder assumir sua identidade de mulher. Na foto, a coordenadora do ambulatório de atendimento LGBT, Francisca Vidigal.

Foto: Cláudio Santos/ AG. PARÁ

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19/02/2016- Belém- PA, Brasil- “O importante é devolver pra essas pessoas o respeito que elas merecem. Através desse ambulatório, o público LGBT tem devolvida a sua dignidade com o acesso à saúde e qualidade de vida. Porque eles tomando os medicamentos e fazendo o acompanhamento correto, com exames de rotina, isso vai ser fundamental para o futuro delas”, disse Jane Durans, diretora do ambulatório. Na foto, Jane Durans, diretora do ambulatório.

Foto: Cláudio Santos/ AG. PARÁ

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19/02/2016- Belém- PA, Brasil- O ambulatório – pioneiro na região Norte – funciona no prédio da Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecto-Parasitárias e Especiais (Uredipe), no bairro do Telégrafo, em Belém, e é um dos seis postos com serviço especializado gratuito no Brasil direcionado ao público LGBT. Na foto, João Augusto Santos, gerente de livre orientação sexual da Sejudh.

Foto: Cláudio Santos/ AG. PARÁ

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