Regulamentação do uso da maconha divide opiniões no Senado

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Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

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11/08/2014-Brasília- DF, Brasil- A possibilidade de regulamentação da produção, comércio e uso da maconha voltou a ser debatida nesta segunda-feiraCongres (11) pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A discussão fez parte da segunda rodada de uma série de audiências públicas promovidas pela comissão para decidir, com base em relatório que será elaborado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), se o tema será alvo de projeto de lei. Na foto, em pronunciamento, o coordenador do Programa do Estado de Direito da UNODC, Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Nivio Nascimento.

Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

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11/08/2014-Brasília- DF, Brasil-  “Eu não tenho uma posição. Não estou convencido de nada”, afirmou o senador Cristovam Buarque, do Distrito Federal. Para ele, o Brasil está perdendo a guerra contra as drogas, o que mostra que a proibição não está dando certo, da maneira que feita hoje. “É preciso que a proibição seja o caminho, mas que seja diferente. Temos que procurar outro caminho para enfrentar: ou regulamentando, não para permitir o uso, mas para resolver o problema, ou criando novos mecanismos que, sem regulamentar, façam com que a gente consiga ganhar a guerra.”

Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

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11/08/2014-Brasília- DF, Brasil- Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Audiência pública interativa para instruir a “Sugestão nº 8/2014, que trata da regulamentação do uso recreativo, medicinal ou industrial da maconha” – marco legal do tema a partir das políticas públicas brasileiras e da legislação nacional.

Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

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11/08/2014-Brasília- DF, Brasil- “Se o governo legaliza, qual é a moral, qual é a situação em que o pai que está tentando conversar, manter um diálogo com seus filhos? Vai dizer para ele: ‘não faça isso, não use maconha, porque ela causa isso, isso, isso, uma série de problemas para a saúde.’ Qual é a moral que ele vai ter, se a criança ou adolescente vai dizer: “Olha, o Estado brasileiro autorizou! Papai, deixe de ser careta! Que bobagem é essa que o senhor está falando aqui? O Brasil autoriza”, questionou um dos participantes da audiência pública, que não se identificou.

Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

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11/08/2014-Brasília- DF, Brasil- Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Audiência pública interativa para instruir a “Sugestão nº 8/2014, que trata da regulamentação do uso recreativo, medicinal ou industrial da maconha” – marco legal do tema a partir das políticas públicas brasileiras e da legislação nacional. Da esquerda para a direita: ex-chefe do Estado, coronel Jorge da Silva. presidente eventual da CDH, senador Cristovam Buarque (PDT-DF); coordenador do Programa do Estado de Direito da UNODC, Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Nivio Nascimento.

Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

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11/08/2014-Brasília- DF, Brasil- Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Audiência pública interativa para instruir a “Sugestão nº 8/2014, que trata da regulamentação do uso recreativo, medicinal ou industrial da maconha” – marco legal do tema a partir das políticas públicas brasileiras e da legislação nacional. Em pronunciamento, a presidente da Comissão de Políticas Públicas sobre Drogas da OAB, Rossana Brasil Kopf.

Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

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11/08/2014-Brasília- DF, Brasil- Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Audiência pública interativa para instruir a “Sugestão nº 8/2014, que trata da regulamentação do uso recreativo, medicinal ou industrial da maconha” – marco legal do tema a partir das políticas públicas brasileiras e da legislação nacional. Na bancada, participantes manifestam-se contrariamente à regulamentação da maconha.

Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

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11/08/2014-Brasília- DF, Brasil- Cristovam Buarque também leu a carta de Maria Aparecida Carvalho, mãe de Clárian, de 11 anos. Ainda bebê, a menina foi diagnosticada com Síndrome de Dravet, descrita pela mãe como “uma forma rara e catastrófica de epilepsia mioclônica na infância, que pode ser fatal, além de gerar atrasos no desenvolvimento cognitivo, distúrbios sensoriais e problemas de equilíbrio”. De acordo com Aparecida, foi só a partir do uso do CBD, óleo extraído da maconha, que a menina teve uma melhora considerável e passou a ganhar qualidade de vida.

Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

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